Sumário
ToggleReceber uma execução fiscal costuma causar medo e insegurança. Muitos contribuintes acreditam que perderão bens automaticamente.
Essa percepção, porém, não corresponde à realidade jurídica. A legislação brasileira prevê diversos meios de defesa na execução fiscal.
Com informação correta e estratégia adequada, é possível suspender, reduzir ou até anular a cobrança.
O Que é Execução Fiscal e como ela funciona

A execução fiscal é o instrumento usado pelo poder público. Ela serve para cobrar tributos e créditos inscritos em dívida ativa.
Esse tipo de processo é regulado pela Lei nº 6.830/1980 (Lei de Execuções Fiscais). Também se aplicam regras do Código Tributário Nacional (CTN).
Podem ser cobrados judicialmente:
- Impostos (IPTU, ICMS, ISS, IR)
- Taxas
- Contribuições
- Multas administrativas
A cobrança só ocorre após a inscrição do débito em dívida ativa.
O procedimento geralmente segue estas etapas:
- O tributo ou obrigação tributária vence e não é pago.
- Inscrição em Dívida Ativa, com emissão de Certidão de Dívida Ativa (CDA).
- A Fazenda aciona a execução judicial com base nessa CDA.
- O devedor é citado para pagar ou garantir a execução. Se não fizer isso, há riscos de penhoras, bloqueios ou outras medidas de constrição.
Antes de tudo: verifique nulidades e prescrições
Logo no início, é essencial conferir se existem nulidades formais na CDA ou na execução. Alguns exemplos comuns:
- Falta de elementos obrigatórios na CDA (descrição do fato gerador, data, assinatura, valor correto).
- Erro de cálculo ou encargos duplicados.
- Ausência de notificação ou citação válida.

Além disso, a prescrição tributária (CTN, art. 174) pode extinguir o crédito tributário se a Fazenda ficar mais de cinco anos sem cobrar desde a constituição definitiva do débito.
Também existe a prescrição intercorrente, que decorre da inércia no processo. Se for comprovado que ocorreu prescrição ou nulidade, isso pode impedir a continuidade da execução fiscal.
Requisitos Obrigatórios da CDA
A CDA deve conter, obrigatoriamente:
- Nome do devedor
- Origem do débito
- Fundamentação legal
- Valor discriminado
- Data da inscrição
A ausência desses requisitos pode gerar nulidade da execução fiscal.
Citação e prazos na Execução Fiscal
Após o ajuizamento, o contribuinte é citado judicialmente. A partir da citação, surgem prazos importantes.
O executado tem 5 dias para:
- Pagar o débito
- Garantir o juízo (depósito, penhora ou fiança)
A falta de manifestação pode gerar medidas imediatas.
Riscos da Falta de Defesa
Sem defesa adequada, podem ocorrer:
- Bloqueio de contas bancárias
- Penhora de veículos
- Restrição de imóveis
- Leilão de bens
Agir rápido é essencial para evitar prejuízos.
Quais são as principais defesas na Execução Fiscal

A execução fiscal não é um processo sem saída. Existem diversos meios legais de defesa.
As principais estratégias incluem:
- Exceção de pré-executividade
- Embargos à execução fiscal
- Alegação de prescrição ou decadência
- Parcelamento do débito
- Ação anulatória
Cada caso exige análise individualizada.
Exceção de Pré-Executividade: Defesa Sem Garantia
A exceção de pré-executividade permite defesa sem penhora. É usada para matérias que o juiz pode analisar de ofício.
Essa medida é comum quando há vício evidente no processo. É uma defesa célere e estratégica.
Matérias Alegáveis na Exceção
- Prescrição do crédito tributário
- Nulidade da CDA
- Ilegitimidade do executado
- Inexistência da obrigação tributária
Essa defesa pode levar à extinção imediata da execução fiscal.
Embargos à Execução Fiscal: Defesa Ampla
Os embargos à execução fiscal exigem garantia do juízo. São apresentados após a penhora ou depósito judicial.
Essa modalidade permite discutir o mérito da cobrança. É a defesa mais completa disponível ao contribuinte.
O Que Pode Ser Discutido nos Embargos
- Excesso de cobrança
- Juros abusivos
- Multa confiscatória
- Erro de cálculo
- Pagamento já realizado
- Compensação tributária
É uma defesa técnica e detalhada.
Prescrição e Decadência Tributária
A prescrição tributária ocorre após 5 anos. Esse prazo conta da constituição definitiva do crédito.
A decadência diz respeito ao prazo para o Fisco lançar o tributo. Quando reconhecidas, extinguem o crédito tributário.
Esses argumentos são fortes defesas na execução fiscal.
Parcelamento do Débito: Vantagens e Cuidados
O parcelamento suspende a exigibilidade do crédito. Isso impede bloqueios e penhoras enquanto estiver ativo.
É uma solução comum quando não há defesa imediata. Porém, deve ser analisada com cautela.
Atenções Importantes
- O parcelamento reconhece a dívida
- Pode impedir discussões futuras
- O inadimplemento reativa a execução

Por isso, é essencial orientação jurídica prévia.
Tabela Comparativa: Defesas na Execução Fiscal
| Tipo de Defesa | Exige Garantia? | Objetivo |
| Exceção de pré-executividade | Não | Anular a execução |
| Embargos à execução | Sim | Discutir o mérito |
| Prescrição | Não | Extinguir o crédito |
| Parcelamento | Não | Suspender a cobrança |
| Ação anulatória | Não | Invalidar o débito |
Bloqueio de contas e penhora online (SISBAJUD)
O SISBAJUD permite bloqueios eletrônicos de valores. O sistema alcança contas pessoais e empresariais.
Muitas vezes, o bloqueio ocorre sem aviso prévio. Isso pode comprometer a subsistência do contribuinte.
A defesa rápida pode desbloquear valores essenciais.
Importância do Advogado Especialista em Execução Fiscal
A execução fiscal envolve normas técnicas e prazos rigorosos. Um erro pode gerar perda patrimonial irreversível.
O advogado especialista analisa a CDA, prazos e estratégias. Também atua para reduzir valores ou extinguir a cobrança.
A atuação preventiva é sempre a melhor escolha.
Passo a passo prático para se defender
Para organizar sua defesa, siga este roteiro prático:
- Receba a citação com atenção: verifique datas, valores, notificação.
- Contrate advogado especializado em direito tributário para avaliar todas as teses válidas.
- Verifique a documentação da CDA: checar todos os elementos formais e fiscais.
- Levante histórico fiscal e contábil: notas fiscais, demonstrativos, registros de pagamento ou compensação.
- Decida se vai propor exceção de pré-executividade ou embargos, ou até ambos.
- Avalie negociar ou aderir a programas de transação ou parcelamento.
- Acompanhe o processo judicial: intimações, prazos, decisões — muita coisa depende de você apresentar resposta no prazo certo.
Riscos de não agir
Se você deixar de se defender:
- Seu patrimônio pode ser penhorado: imóveis, veículos, contas bancárias.
- Bloqueio de contas ou restrição financeira.
- Inclusão em cadastros de devedores.
- Crescimento da dívida por juros, multas e honorários.
Em outras palavras, quanto mais postergar, maiores são os danos.
Nossa equipe de advogados conta com profissionais especializados capazes de ajudar você.
Conclusão
Uma execução fiscal não precisa representar o fim do seu negócio ou a ruína do seu patrimônio.
Por meio de medidas como exceção de pré-executividade, embargos, revisões e negociação, é possível impedir cobranças indevidas, reduzir valores abusivos e proteger seus bens.
Se você foi notificado ou está obrigado a responder uma execução fiscal, não espere: Entre em contato e receba uma análise personalizada do seu caso. Seu patrimônio pode estar em risco e você nem imagina
Neste artigo você viu:
- O que é execução fiscal e como ela funciona
- Antes de tudo: verifique nulidades e prescrições
- Citação e prazos na Execução Fiscal
- Quais são as principais defesas na Execução Fiscal
- Exceção de Pré-Executividade: Defesa Sem Garantia
- Embargos à Execução Fiscal: Defesa Ampla
- Prescrição e Decadência Tributária
- Parcelamento do Débito: Vantagens e Cuidados
- Tabela Comparativa: Defesas na Execução Fiscal
- Bloqueio de contas e penhora online (SISBAJUD)
- Importância do Advogado Especialista em Execução Fiscal
- Passo a passo prático para se defender
- Riscos de não agir
